Comunicação - Notícias

A conciliação entre a vida profissonal e familiar, e a Segurança e Saúde no Trabalho

22/12/2015

A conciliação entre a vida profissonal e familiar, e a Segurança e Saúde no Trabalho

 

O equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional é um assunto que as empresas deveriam avaliar internamente, uma vez que pode influenciar positiva ou negativamente a produtividade dos trabalhadores 

 

As sociedades modernas deparam-se com novas formas familiares (divórcios e nascimentos fora do casamento, famílias monoparentais, idosos dependentes a cargo de trabalhadores), trazendo maiores dificuldades à compatibilização de dois dos mais importantes domínios da vida social – a vida profissional e a vida familiar. O equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional é um assunto que as empresas deveriam avaliar internamente, uma vez que pode influenciar positiva ou negativamente a produtividade dos trabalhadores.

Com a entrada da mulher na “vida ativa”, levando ambos os membros do casal a estar inseridos no mercado de trabalho e alterando radicalmente a estrutura familiar que existia até então, esta dificuldade em manter o equilíbrio tornou-se mais visível e digna de preocupação, uma vez que a repartição de tarefas (o homem ganhava o sustento enquanto mulher tinha a seu cargo a vida doméstica e os filhos) passou a ter um novo significado e tornou-se mais exigente.

O facto dos dois membros do casal estarem inseridos no mercado de trabalho acaba por comprometer a capacidade de desenvolvimento/ crescimento profissional e, de, em simultâneo, conseguir responder eficazmente às obrigações familiares.

Esta “desarmonia”, pode gerar alguns problemas que posteriormente se refletem tanto ao nível pessoal como profissional, uma vez que deixa de haver uma linha que limite o fim de um e início do outro.

As longas jornadas de trabalho, como tentativa de cumprir as obrigações por vezes impostas com o intuito de manter a produtividade, agregadas à falta de descanso necessária, podem prejudicar gravemente a saúde, colocar a segurança da pessoa em risco e aumentar os níveis de stresse, tendo um resultado inverso e reduzindo a produtividade e os níveis de desempenho.

Ao nível da saúde começa por se notar uma redução no tempo dedicado aos cuidados pessoais e a uma alimentação saudável. O cansaço começa a ficar visível física (através dos sinais de cansaço – olheiras) e psicologicamente (com as alterações ao nível da memória devido à falta de descanso).

Este acumular de situações provocam o aumento do stresse o que leva a alterações nos próprios comportamentos, afetando a relação com o “eu” e com os que o rodeiam, uma vez que começam a surgir dificuldades em controlar as emoções.

De acordo com um estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, “cerca de metade dos trabalhadores europeus considera o stresse uma situação comum no local de trabalho, que contribui para cerca de 50% dos dias de trabalho perdidos. À semelhança de muitas outras questões relacionadas com a saúde mental, o stresse é frequentemente objeto de incompreensão e estigmatização. No entanto, se forem abordados enquanto problema organizacional e não falha individual, os riscos psicossociais e o stresse podem ser controlados da mesma maneira que qualquer outro risco de saúde e segurança no local de trabalho.”

Os riscos psicossociais e o stresse relacionado com o trabalho são das questões que maiores desafios apresentam em matéria de segurança e saúde no trabalho. Têm um impacto significativo na saúde de pessoas, organizações e economias nacionais.

 

Podemos definir em termos gerais, as modalidades a trabalhar pelas empresas a nível de conciliação entre a vida profissional e familiar:

·         Criação de serviços de acolhimento a crianças;

·         Criação de serviços de prestação de serviços de cuidados a idosos;

·         Licenças para pais e mães trabalhadores/as;

·         Incentivo maior participação do pai na vida familiar e Flexibilização da organização do trabalho.

O futuro passa pelas empresas apoiarem este tipo de iniciativas, reconhecendo as necessidades da vida pessoal e as responsabilidades familiares dos trabalhadores e o impacto que as mesmas podem ter na vida profissional dos mesmos. Todos (empresas e trabalhadores) têm a co-responsabilidade na implementação das mesmas, de modo a gerarem benefícios mútuos e promover locais de trabalho responsáveis e saudáveis.

 

Paula Pinto

Recursos Humanos

 

Fonte:www.rhonline.pt 

 

 

 

 

Voltar às notícias
Clique aqui - Ligamos Grátis Clique aqui
Ligamos Grátis