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Setenta mortos e 12 mil feridos em dez anos no setor da pesca

12/11/2015

Setenta mortos e 12 mil feridos em dez anos no setor da pesca

Um documento da Autoridade para as Condições de Trabalho revela que, entre 2005 e 2014 morreram, em Portugal, 70 pessoas no setor da pesca, em naufrágios e na faina, e registaram-se quase 12000 feridos.

 

De acordo com dados do guia prático "Segurança e Saúde no Trabalho no Setor da Pesca - Riscos Profissionais e Medidas Preventivas nas Diferentes Artes de Pesca", publicado em agosto, 41 das vítimas mortais aconteceu em naufrágios, 19 durante a faina, havendo ainda a registar 10 mortos de outras causas não específicadas.

 

No mesmo período, registou-se um total de 11960 feridos, sendo que a sua grande maioria em acidentes de trabalho (11246) ocorreu durante a faina de pesca. 

No que respeita aos dias de trabalho perdidos, os mesmos totalizam quase 290 mil. Estes números transparecem que, cada um dos cerca de 12 mil feridos esteve sem trabalhar, em média, 24 dias devido a acidentes laborais.

No capítulo relacionado com a perigosidade do trabalho, a ACT afirma que o exercício laboral no setor da pesca "é um dos que apresenta maiores índices de sinistralidade, devido às características próprias das atividade", pois realiza-se longe de terra firme, no "frágil equilíbrio de uma embarcação, com espaços de trabalho limitados, processos de trabalho física e psicologicamente exigentes e à mercê de difíceis condições naturais".

No documento, a ACT, sustenta que a ocorrência de acidentes laborais ou de doenças profissionais é um indicador significante da existência de disfunções nos locais de trabalho e nas respetivas envolventes, realçando a necessidade de atuação na implementação e melhoria do sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho junto dos armadores e de todos os trabalhadores marítimos.

 

Fonte: www.dn.pt

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