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Dores nas costas obrigam portugueses a faltar ao trabalho

08/10/2015

Dores nas costas obrigam portugueses a faltar ao trabalho

 

As dores nas costas representam uma das principais causas de absentismo laboral em todo o mundo e são um dos principais motivos de visita ao médico. 

 

Transportar materiais pesados, fazer movimentos repetitivos ou estar sentado durante longos períodos de tempo são exigências da vida profissional que podem trazer consequências a longo prazo para a saúde. O alerta é feito pela campanha "Olhe Pelas Suas Costas"*, que pretende sensibilizar para os riscos inerentes a atitudes incorretas no local de trabalho, no âmbito do Dia Mundial da Coluna, que se assinala a 16 de outubro.

De acordo com o relatório do Observatório do Risco da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, Portugal está entre os países europeus com mais trabalhadores com problemas do foro musculoesqueléticos provocados pela atividade física desenvolvida no trabalho. Registe-se também que 28,4% dos portugueses referem que a sua atividade profissional já foi prejudicada ou comprometida, de alguma forma, pelo facto de terem dores nas costas, e mais de 400 mil portugueses, em cada ano, faltam ao trabalho por este motivo.

 

De forma a minimizar os riscos de dores nas costas, quem trabalha durante largas horas em frente ao computador deve sentar-se com os joelhos um pouco mais elevados que as ancas, colocar o monitor ao nível dos olhos e fazer pequenos intervalos, levantar-se e dar alguns passos periodicamente. Já quem costuma carregar objetos pesados no trabalho, deve optar por segurá-los perto do corpo e, se possível, obter ajuda para o transporte de forma a distribuir a carga, aconselhando-se, também, o uso de calçado adequado e a realização de curtas caminhadas para exercitar os músculos.

 

* Campanha com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.

 

Fonte: www.publico.pt

 

 

 

 

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