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Acidentes de trabalho: 126 mortos em 2014

26/01/2015

Acidentes de trabalho: 126 mortos em 2014

Autoridade para as Condições do Trabalho alerta: muitos trabalhadores não têm formação correta. Metade destes acidentes envolve o uso de máquinas e equipamentos.

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) diz que ainda há muitos patrões que não asseguram formação aos funcionários para que estejam aptos a trabalhar com máquinas e equipamentos fundamentais para as suas tarefas na empresa. Para evitar esse tipo de acidentes, foi lançada, no dia 23 de janeiro, uma campanha nacional de prevenção. No último ano, a ACT registou 126 acidentes mortais (menos 15 que em 2103), sendo que perto de metade foram com máquinas e equipamentos.

O Inspetor-Geral do Trabalho, Pedro Pimenta Braz, sublinhou à TSF que Portugal está na cauda da Europa no número de acidentes nas empresas, em especial naqueles que causam mortos. No entanto, a evolução tem sido positiva, «ano após ano», apesar de «no resto da União Europeia ter descido mais». Além disso, Pedro Pimenta Braz diz que «126 pessoas a morrer a trabalhar em 2014 ainda é muita gente», num número que pode não refletir o total nacional, pois nem todos os acidentes mortais chegam ao conhecimento da ACT.

O responsável acrescenta que perto de 45% dos acidentes mortais em Portugal envolvem máquinas e equipamentos, «com frequência materiais sem manutenção ou muita idade», que causam mortos devido a «má manipulação ou falta de formação».

A ACT recorda que a esmagadora maioria das empresas portuguesas são pequenas e médias e é nelas que existem maiores riscos, pois muitos trabalhadores sem qualquer formação trabalham com máquinas ou equipamentos, correndo grandes perigos.

As visitas dos inspetores do trabalho encontram normalmente esta enorme falta de formação, o que leva Pedro Pimenta Braz a admitir «desleixo mas também uma questão civilizacional: ainda temos muito a mentalidade do 'antigo patrão' que pensa, erradamente, que tudo o que é investimento em segurança no trabalho não aumenta a produtividade da empresa», conclui. 

Fonte: www.tsf.pt

 

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