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Gripe / Influenza: Quem deve tomar a vacina?

24/11/2014

Gripe / Influenza: Quem deve tomar a vacina?

Dr. Luís Rocha, Diretor Clínico do Grupo Centralmed, Médico do Trabalho e Pneumologista escreve sobre a Gripe 

A Gripe / Influenza é uma doença infeciosa aguda do aparelho respiratório, muito contagiosa, causada pelo vírus da família Ortomyxovírus e dividido em três tipos imunológicos; influenza A, B e C, sendo que apenas os tipos A e B têm importância clínica no Homem.
A contagiosidade é elevada por meio das secreções respiratórias da pessoa contaminada e expelidas durante a fala, tosse ou espirros, via direta. A outra forma é caracterizada pelo contacto das mãos em superfícies recém-contaminadas pelas secreções respiratórias, o que possibilita levar o agente infecioso diretamente à boca, aos olhos ou ao nariz, esta forma indireta.
A síndroma gripal é caracterizada pelo início abruto de febre alta, mialgias, tremor, tosse seca, astenia e anorexia. Em geral tem evolução benigna e autolimitada, de poucos dias. Porém, é possível a ocorrência de complicações, que são mais comuns em extremos de idade e em indivíduos com doenças respiratórias crónicas como a DPOC, cardíacas e metabólicas crónicas, imunodeficiências ou imunodepressão.
As complicações pulmonares mais comuns são as pneumonias virais primárias e as bacterianas secundárias.
O vírus caracteriza-se pela elevada taxa de mutação e as epidemias anuais são causadas por novos subtipos que surgem em consequência de pequenas alterações antigénicas, resultando de mutações pontuais durante a replicação viral. Essas alterações implicam a necessidade de modificações a cada ano da composição da vacina, definida a partir das informações do sistema de monitorização do vírus a nível mundial.
Em Portugal, as vacinas disponíveis são constituídas por vírus inativados e fragmentados (portanto sem risco de infetar o doente) e trivalentes (2 subtipos A [H1N1 e H3N2] e 1 subtipo B) e conforme orientação anual da OMS. Em outros países existe já para além dos dois subtipos A, também 2 subtipos B, neste perfil de vacina.
Em adultos jovens e saudáveis a eficácia da vacina pode atingir os 70 a 90%. A proteção é conferida cerca de duas semanas após a vacinação com um título máximo de anticorpos às 4 a 6 semanas. A duração da proteção é de cerca de 1 ano. Nos idosos estima-se uma eficácia protetora da ordem dos 60%.
A vacina está disponível nos Centros de Saúde, de forma gratuita, não necessitando de receita médica ou de qualquer guia de tratamento para ser administrada nem de pagamento de taxa moderadora a todas as pessoas com mais de 65 anos de idade.
A vacina é fortemente recomendada a: Pessoas com idade superior ou igual a 65 anos; Doentes crónicos e imunodeprimidos (a partir dos 6 meses de idade); Grávidas; Profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados (exemplo em lares de idosos); E é também recomendada à faixa etária entre os 60 e 64 anos de idade.
A vacinação decorre a partir de outubro, devendo ser feita preferencialmente até ao fim do ano, sendo que todos aqueles que não estão abrangidos pela vacinação gratuita podem adquirir a vacina na farmácia, sendo necessária receita médica e beneficiando de uma comparticipação de 37%. As vacinas comercializadas nas farmácias são semelhantes às vacinas disponíveis nos Centros de Saúde.

Fonte: www.rhonline.pt

 

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