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Acidentes de trabalho já mataram 82 pessoas este ano em Portugal

09/10/2014

Acidentes de trabalho já mataram 82 pessoas este ano em Portugal

De janeiro a 16 de setembro deste ano, 82 pessoas perderam a vida em acidentes de trabalho, de acordo com o Expresso, que cita dados disponibilizados pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), recordados ontem pela UGT-Coimbra, em comemoração do dia mundial do trabalho digno.

Em declarações ao Expresso, Ricardo Pocinho, presidente da UGT-Coimbra, declarou que para além dos 82 acidentes mortais, este ano já ocorreram 187 acidentes graves, o que na opinião do dirigente sindical significam que os locais de trabalho ainda não são "suficientemente seguros", pelo que o alerta lembra também que o "tempo de crise" não pode ser justificação para uma diminuição da segurança no trabalho. 

Dos 82 acidentes mortais desde o início deste ano, 43% dos trabalhadores tinham idades entre os 45 e os 64 anos, sendo que a sua grande maioria, mais precisamente 95% eram homens e um terço das mortes deu-se no setor da construção, seguido das indústrias transformadoras. Ainda de acordo com os mesmos dados, é nas empresas com menos de dez trabalhadores que mais têm ocorrido acidentes de trabalho mortais nos últimos três anos.

Segundo os números da ACT, foi à segunda-feira que, desde o início deste ano, se registou o maior número de mortes, embora não se registe uma diferença muito significativa em relação aos dias seguintes.

Lisboa e Porto são os distritos com mais ocorrências e o grupo profissional mais afetado é o dos operários e artífices.

No que respeita aos últimos três anos, as estatísticas da ACT apontam para que em 2012 se tenham registado 149 acidentes mortais e no ano passado 141.

Olhando mais para trás no tempo, os números disponibilizados nos boletins estatísticos de emprego do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia evidenciam que em 2001 se registaram 365 acidentes mortais, sendo que em 2011 esse número desceu para 196 em 2011. 

Em relação a esse decréscimo, Ricardo Pocinho considera que se deve "à maior sensibilização e fiscalização da ACT", assim como ao facto de se viver um "clima de recessão" no emprego, ou seja, se há menos emprego, também há menos probabilidade da ocorrência acidentes de trabalho, de acordo com o dirigente sindical.

Fonte: http://www.segurancaonline.com/

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